Selagem / Recuperação de Lixeiras

Antes da entrada em funcionamento do aterro sanitário, na Serra do Carvalho, os resíduos sólidos urbanos (RSU’s) eram depositados em lixeiras a céu aberto.

Estas lixeiras eram autênticos atentados ambientais, pois não eram vedadas, não possuíam qualquer tipo de impermeabilização, nem drenagem e tratamento de lixiviados e biogás. Não havia qualquer tipo controlo nem separação dos resíduos indesejáveis e o acesso a pessoas e animais era extremamente fácil.

Além disso, provocavam grandes incómodos às populações vizinhas, nomeadamente pelo cheiro nauseabundo e pela combustão de alguns resíduos, já que as residências mais próximas situavam-se, em muitos casos, a cerca de 200 m da lixeira.

A intervenção feita nas lixeiras, com vista à sua selagem e recuperação ambiental, teve em conta vários aspetos:

  • Modelação da lixeira: estabilizar a massa de resíduos, dar uma forma homogénea, de modo a permitir a colocação de material de cobertura, sem risco de erosão e favorecer a integração no relevo envolvente
  • Camada de terras sobre os resíduos
  • Sistema de impermeabilização
  • Camada de fixação e atrito para terras vegetais
  • Sistema de drenagem das águas pluviais
  • Hidro-sementeira
  • Arranjo paisagístico
  • Vedação metálica

Lixeiras que foram alvo de intervenção:

  • Padim da Graça - Braga

Lixeira de Padim da Graça Lixeira de Padim da Graça Depois Lixeira Padim da Graça Final

  • Dossãos - Vila verde

Lixeira Vila Verde Selada Lixeira Vila Verde Depois

  • Calvos - Póvoa de Lanhoso
  • Anissó - Vieira do Minho
  • Caires - Amares
  • Valdozende - Terras de Bouro
  • Moimenta - Terras de Bouro
  • Covide - Terras de Bouro
  • Rio Caldo - Terras de Bouro
  • Vilar da Veiga - Terras de Bouro
  • Carvalheira - Terras de Bouro

 

Datas Importantes

6 de Agosto de 1996 – Criação da Braval – Valorização e Tratamento de Resíduos sólidos, S.A., pelo decreto-lei nº. 117/96.
13 de Agosto de 1997 – Início dos trabalhos de impermeabilização do aterro, na Serra do Carvalho.
13 de Julho de 1998 – Entrada em funcionamento da aterro sanitário da Serra do Carvalho. Foi feito um primeiro depósito de 80 toneladas de resíduos domésticos, transportados por 15 camiões dos serviços municipais de Braga.
1 de Agosto de 1998 – Encerramento das lixeiras de Braga, Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho.
14 de Agosto de 1998 – Inauguração oficial do aterro sanitário, com a presença da ministra do Ambiente Elisa Ferreira.
20 de Abril de 1999 – Colocação dos primeiros 300 ecopontos para a recolha seletiva de vidro e papel e embalagens, em Braga, Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho.
13 de Maio de 1999 – Assinatura do protocolo entre as Câmaras de Amares, Terras de Bouro e Vila Verde e a E.G.F., onde se prevê a adesão destes 3 municípios ao sistema Braval.
Fevereiro de 2000 – Início da construção da estação de triagem.
Março de 2000 - Entrada em funcionamento da estação de transferência de Vieira do Minho.
5 de Setembro de 2000 - Entrada em funcionamento da estação de triagem e sua inauguração oficial, com a presença do ministro do Ambiente José Sócrates.
Outubro de 2001 - Entrada em funcionamento da ETAL e do laboratório.
Outubro de 2002 - Instalação do queimador de biogás.
Março de 2003 - Entrada em funcionamento da estação meteorológica.
Setembro de 2004 - Entrega da Candidatura "Ecoparque Braval", projeto integrado de várias unidades de tratamento de resíduos: Digestão Anaeróbia, Compostagem de Verdes, Unidade de Desmantelamento de Veículos em fim de Vida, Unidade de Tratamento de Resíduos Hospitalares e Óleos Usados.
Maio de 2005 - Aprovação, pela UE, da Candidatura "Ecoparque Braval", apoiada em 69% pelo Fundo de Coesão.
Fevereiro de 2006 - Autorização de introdução de Energia na Rede Elétrica Nacional.
Maio de 2006 - O Instituto do Ambiente concede a Licença Ambiental nº 14/2006, que significa que a Braval cumpre as regras de Prevenção e Controlo Integrados de Poluição (PCIP).
Julho de 2007 - Lançamento de Concursos Públicos para iniciar o projeto "Óleo +", para recolha e valorização de óleos alimentares usados.
Abril de 2008 - Início do projeto Óleo +, com a distribuição dos primeiros contentores à população.
Junho de 2009 - Lançamento da nova imagem e denominação "Ecoparque Braval".
23 de Setembro de 2009 - Inauguração do novo Ecocentro e da Unidade de Valorização de Biogás.
Dezembro de 2009 - Obtenção da Certificação do Sistema de Qualidade, Ambiente e Higiene e Segurança.
28 de Julho de 2010 - Inauguração da Unidade de Biodiesel e cerimónia de atribuição da certificação em Qualidade, Ambiente e Higiene e Segurança.
2011 - Início da construção da Unidade de Tratamento Mecânico e Biológico - 1ª fase
2013 – Início de construção da idade de Tratamento Mecânico e Biológico - 2ª fase
2014 – Colocação de contentores e início do serviço de recolha de círios e velas nos cemitérios.
19 de fevereiro de 2016 - Inauguração da Unidade de Tratamento Mecânico e Biológico, pelo Ministro do Ambiente, Eng.º João Matos Fernandes.

História

BravalRegiao

 A BRAVAL é uma empresa que procede à valorização e tratamento dos resíduos sólidos, no Baixo Cávado.

A 6 de Agosto de 1996, pelo decreto-lei n.º 117/96, foi criado sistema multimunicipal de triagem, recolha seletiva, valorização e tratamento de resíduos sólidos urbanos do Baixo Cávado, integrando, como utilizadores originários, os municípios de Braga, Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho.

A sociedade Braval – Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, S.A., foi também constituída com base no referido decreto-lei, tendo o contrato de concessão sido celebrado a 9 de Outubro de 1996.

Em 1999, o decreto-lei n.º 471/99, de 6 de Novembro, permitiu o alargamento deste sistema aos municípios de Amares, Vila Verde e Terras de Bouro, extinguindo o sistema multimunicipal de triagem, valorização e tratamento de resíduos sólidos urbanos do Cávado-Homem.

Assim,a Braval recebe, actualmente, resíduos provenientes dos 6 municípios referidos: Braga, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Amares, Vila Verde e Terras de Bouro.

O sistema Braval abrange uma área total de 1.121 km2 e uma população de 290.387 habitantes que produz, sensivelmente, 112 mil toneladas/ano de Resíduos Sólidos Urbanos.

3 Grandes objetivos presidiram à criação da Braval, em 1996:

  • Encerramento e recuperação ambiental das lixeiras a céu aberto.
  • Construção das infra-estruturas necessárias para tratamento de resíduos sólidos, nomeadamente, o aterro sanitário.
  • Implantação da recolha seletiva através de uma rede de ecopontos.

A construção do aterro sanitário, inaugurado oficialmente, a 14 de Agosto de 1998, veio permitir o encerramento de 11 lixeiras a céu aberto existentes nestes 6 concelhos e a posterior recuperação ambiental e integração paisagística desses espaços, proporcionando a melhoria da qualidade de vida das populações afetadas.

Em 2016, a entrada em funcionamento da Central de Valorização Orgênica, com Tramento Mecânico veio revolucionar o tratamento dos resíduos. Permite a valorização de 30.000 toneladas da fração orgânica dos resíduos indiferenciados, 10.000 toneladas de resíduos verdes e castanhos, retirar a fração reciclável e valorizar energeticamente o biogás.

Trata-se de um investimento total de aproximadamente 22 milhões de euros, apoiado, na 1.ª fase, pelo POA, com taxa de financiamento de 69% e, na 2.ª fase, pelo POVT, com taxa de financiamento de 85%.

 

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